DINARA MACHADO GUIMARÃES
Psicanalista, Prática da clínica psicanalítica. Escritora, com livros e ensaios em Cinema e Psicanálise, tendo publicado oprimeiro livro de autora brasileira sobre o tema. Autora dos livros "Vazio Iluminado: o olhar dos olhares" (Ed. Garamond), "Voz na luz" (Ed. Garamond), "Escuta do desejo" (Cia de Freud). e "La voix dans la lumière - Essais sur le cinéma et la psychanalyse" (Ed.Amazon). Désirs iluminés. Essais sur le cinéma, la psychanalyse et la littérature (Ed. Amazon)
Mestre e Doutora em Comunicação e Cultura. pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Pernambucana, licenciada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Pernambuco, no Recife, em Pernambuco, licenciada em
Pedagogia da Faculdade de Filosofia do Recife, no Recife, em Pernambuco.
Estagiária em psicanálise no Centre Alfred Binet de Santé Mentale Infantile
du 13ème arrondissement, em Paris, na França, com participação nos seminários de Jacques Lacan, analisanda do psicanalista Guy Rosolato.
Integrante do banco de jurados da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.
Membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio,de Janeiro - ACCRJ
Escuta do Desejo
Segundo Vladimir Carvalho, Cineasta Documentarista, "Rigorosa No Enquadre Científico De Sua Matéria, Dinara Machado Realiza Com Estes Objetos-Causa Do Desejo, Olhar, Voz, Seio, Fezes, Um Sensível Inventário De Obras Marcantes Do Cinema, Numa Clave Psicanalítica De Longo Alcance Que Busca Os Mais Profundos Significados Da Escatologia Na Criação Artística. O Resultado É Brilhante Pelo Tanto Que Ilumina Questões Que Há Muito Frequentam As Indagações Não Só Dos Especialistas De Sua Área Como Dos Próprios Criadores De Arte."
VAZIO ILUMINADO
Vazio iluminado: O Olhar dos olhares
"Este olhar que Dinara Machado lança ao cinema, via Lacan, é uma aventura dos limites: percorre a fronteira entre o que (não) pode ser dito e o que (não) pode ser mostrado, entre ofuscamento e silêncio, discurso e iluminação."
Rogério Luz – Artista plástico, professor da Escola de Comunicação da UFRJ.
"Um livro como este só pode ser bem-vindo. Dinara Machado soube ser original e ousada sem no entanto abandonar o rigor teórico, sempre indispensável, principalmente quando se trata de psicanálise."
Maria Anita C. R. Lima Silva – Psicanalista, Doutora Professora da PUC/RJ.
"Dinara Machado cria um caminho para a leitura do cinemaatravés da psicanálise invertendo a atitude habitual de "psicanalisar" os temas da obra cinematográfica. Propõe, ao contrário, reconstruir o olhar criador, que se instaura como busca em abismo. Pela psicanálise lacaniana, percorre, no sobre-olhar proposto, a tra ma do olho-cinemática, Trata o cinema como significante único, irredutível, ato-significante.
Instância do fazer poético, o cinema é marcado como "vazio iluminado". Habita, no limite, o campo do indizível, para-além do não-dito.
Instalando-se no ponto de construção do olhar, Dinara descobre "outro olhar" que faz o cínema. Por esse raciocínio reelabora as tramas entre "sujeito" e linguagem-"objeto", sem o costumeiro reducionismo da obra à biografia do autor. Consegue cercar seu "objeto", o "vazio iluminado", tecendo as bordas do vazio que consiste na vertigem da aposta pessoal do cineasta. Aposta radical como anteparo do grande oco, da "clareira", nó da arte, ou a própria morte. (...)
O livro abre muitas possibilidades prospectivas, como a de configuração imaginá ria do olhar internalizada nos itinerários técnicos do cinema. Por isso é uma obra "seminal", semeia e aduba também para outras colheitas. Umbral de olhares e pensamentos.
VOZ NA LUZ
Voz na Luz: Psicanálise & cinema
Enfocando o estudo da voz, este livro estuda a convergência entre dois imensos campos da cultura que nasceram no século XX e deixaram, não apenas marcas profundas no seu tempo, como determinações ineludíveis para os tempos futuros: a psicanálise e o cinema. Desde que surgiram, ambos se enraizaram profundamente, ganharam dimensões universais e alteraram para sempre a autopercepção do ser humano.
Pouco considerados conjuntamente, cinema e psicanálise têm no entanto uma série de articulações no plano da teoria. Dinara Guimarães, que já havia abordado (no livro Vazio iluminado) outro belo estudo sobre a mesma convergência, centrado porém no olhar, explora aqui com brilhantismo uma abordagem baseada na voz como elemento comum – e central, como veremos – entre os dois campos. Por suas investigações interdisciplinares, a autora foi chamada por Cacá Diegues de "artesã da palavra e operária da fala que escuta com um terceiro ouvido de psicanalista".
Investigar o cinema a partir da voz é a idéia inovadora deste livro. Como o cinema é sempre associado ao olhar, esta abordagem propicia uma ampliação da concepção da voz já estudada pela psicanálise, para a qual a voz é um objeto: Sigmund Freud fala da voz do supereu e da voz como objeto da pulsão; mais tarde, Jacques Lacan retoma e amplia a noção da voz como objeto da pulsão de ouvir, pulsão invocante, em que se é tomado pela satisfação de escutar. No cinema, por outro lado, o suspense dá materialidade, desde a origem da narrativa, à voz da moral da consciência.
A partir destes marcos, este livro investiga como o cinema constrói vozes encarregadas de um ideal estético e revela a voz das instituições reguladoras do sentido da lei simbólica – ou seja, decifra códigos sociais –, por intermédio de temáticas que exploram o terror, a culpa e o castigo, o dever e o prazer.
Da mesma forma, uma retrospectiva da história do cinema mostra como também instrumentaliza a voz em sua energia libidinal e de vitalidade, ao percorrer a fantasia inconsciente de modo a tornar o filme um produto do cineasta composto pelo espectador.